O benchmarking é uma prática essencial para lojistas virtuais que desejam evoluir de forma estratégica. Ao observar outras marcas que vendem no e-commerce, é possível identificar boas práticas, tendências de mercado e oportunidades de melhoria para o próprio negócio. Mais do que olhar para concorrentes, o benchmarking permite aprender com quem já está fazendo algo bem.
Diferente do que muitos pensam, benchmarking não é copiar. Trata-se de analisar, interpretar e adaptar estratégias de outras marcas à realidade do seu e-commerce. Cada negócio tem um contexto, público e estrutura diferentes, e isso precisa ser respeitado no processo.
Quando feito corretamente, o benchmarking reduz erros, acelera decisões e ajuda o lojista a sair do improviso. Ele traz mais clareza sobre o que funciona no mercado e orienta escolhas mais seguras em marketing, experiência do usuário e posicionamento de marca.
O que é benchmarking no e-commerce
No contexto do e-commerce, benchmarking é o processo de analisar marcas que vendem online para entender como elas estruturam suas lojas, se comunicam com o público e convertem visitantes em clientes. Essa análise pode ser feita tanto com concorrentes diretos quanto com marcas de outros nichos.
Existem diferentes tipos de benchmarking que podem ser aplicados no comércio eletrônico. O benchmarking competitivo foca em concorrentes diretos, enquanto o benchmarking funcional observa marcas que se destacam em áreas específicas, como atendimento ou experiência de compra.
Também é possível fazer benchmarking de mercado, analisando tendências gerais do e-commerce. Isso inclui novas funcionalidades, formatos de campanhas e padrões de comunicação que estão sendo adotados por diferentes marcas.
O mais importante é entender que o benchmarking não deve ser um exercício pontual. Ele funciona melhor quando se torna parte da rotina estratégica do lojista, ajudando o negócio a evoluir continuamente.
Escolha as marcas certas para fazer benchmarking no e-commerce
O primeiro passo prático do benchmarking é escolher quais marcas serão analisadas. Para lojistas virtuais, o ideal é observar concorrentes diretos, ou seja, lojas que vendem produtos semelhantes para o mesmo público-alvo. Essas marcas oferecem pontos de observação mais próximos da sua realidade.
Além dos concorrentes diretos, vale incluir marcas de referência no e-commerce, mesmo que atuem em outros nichos. Muitas vezes, essas empresas se destacam em experiência do usuário, marketing ou posicionamento, e podem servir de inspiração.
Marcas emergentes também são boas fontes de aprendizado. Elas costumam testar formatos novos e estratégias mais ousadas, o que pode gerar ideias interessantes para quem está em fase de crescimento.
O ideal é selecionar um número gerenciável de marcas, para que a análise seja profunda e organizada. Entre cinco e dez marcas costuma ser suficiente para um benchmarking eficiente.
Visite o site e analise a experiência do usuário
O site é um dos principais pontos de análise no benchmarking de e-commerce. Ao acessar a loja virtual de outra marca, observe a organização das categorias, a clareza das informações e a facilidade de navegação. Esses fatores impactam diretamente a conversão.
Analise quais funcionalidades a loja utiliza para melhorar a experiência do usuário. Recursos como busca inteligente, filtros avançados, avaliações de clientes e provas sociais são indicativos de maturidade digital. Observe também se o checkout é simples e rápido.
A experiência mobile merece atenção especial. Verifique se o site é responsivo, se carrega rapidamente e se a navegação no celular é fluida. Uma grande parte das compras no e-commerce acontece via dispositivos móveis.
Por fim, observe como a marca conduz o usuário até a compra. Botões de chamada para ação, banners, ofertas em destaque e mensagens de urgência mostram como a loja trabalha a conversão dentro do site.
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Analise as estratégias de marketing utilizadas
O benchmarking também deve incluir uma análise das estratégias de marketing das marcas escolhidas. Observe quais canais são mais utilizados, como redes sociais, e-mail marketing, WhatsApp e marketing de conteúdo. A presença nesses canais indica prioridades estratégicas.
Analise a frequência de comunicação e os tipos de campanhas realizadas. Promoções, lançamentos, conteúdos educativos e campanhas sazonais revelam como a marca se relaciona com o público ao longo do tempo.
Outro ponto importante é observar se a marca utiliza automações de marketing. Sequências de e-mails, mensagens automáticas de WhatsApp e personalização indicam um nível mais avançado de maturidade no e-commerce.
Também vale analisar se a comunicação é focada apenas em venda ou se existe uma estratégia clara de relacionamento e retenção. Isso ajuda a entender como a marca trabalha o ciclo de vida do cliente.
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Identifique o público-alvo da marca
Entender para quem a marca está falando é uma parte central do benchmarking. Observe a linguagem utilizada nos textos, o estilo visual, as cores e as imagens. Esses elementos revelam muito sobre o público-alvo pretendido.
Analise quais produtos recebem mais destaque e como os preços são apresentados. Isso ajuda a identificar se a marca se posiciona como premium, acessível ou intermediária. O posicionamento influencia diretamente as estratégias de marketing.
Observe também quais dores e desejos aparecem com mais frequência na comunicação. Algumas marcas focam em praticidade, outras em status, economia ou transformação pessoal. Esses elementos mostram o que mais importa para o público da marca.
Ao identificar o público-alvo de outras marcas, o lojista consegue comparar com o próprio posicionamento e entender se há oportunidades de ajuste ou diferenciação.
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Inscreva-se nas listas de leads e analise a comunicação
Uma das etapas mais ricas do benchmarking é se cadastrar nas listas de leads das marcas analisadas. Ao fazer isso, você passa a vivenciar a comunicação como um potencial cliente. Essa experiência revela muito sobre a estratégia da marca.
Observe qual é a oferta de entrada utilizada para captar leads. Pode ser um cupom de desconto, frete grátis, conteúdo educativo ou acesso antecipado a promoções. Essa escolha indica como a marca atrai novos contatos.
Após o cadastro, analise a sequência de mensagens enviadas. Identifique quais dores e desejos são explorados e em quais níveis de consciência a comunicação atua, como conscientização, consideração ou decisão de compra.
Também observe o tom da comunicação, a frequência de envio e os gatilhos utilizados. Essas informações ajudam a entender como a marca constrói relacionamento e conduz o lead até a compra.
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Observe as possíveis estratégias de tráfego pago
Embora nem sempre seja possível ver diretamente todos os anúncios de uma marca, existem indícios claros de estratégias de tráfego pago. Banners promocionais, páginas de destino específicas e campanhas sazonais costumam estar ligadas a anúncios pagos.
Em ferramentas como o gerenciador de anúncios do Facebook, é possível ver quais anúncios estão sendo usados no Facebook e no Instagram. Observe se a marca trabalha anúncios focados em produtos específicos, ofertas institucionais ou remarketing. Isso pode ser percebido pela estrutura das páginas e pelo tipo de comunicação utilizada.
Analise também a jornada do usuário após um possível clique em anúncio. Veja se a página é clara, objetiva e focada em conversão. Boas páginas de destino costumam ter poucos elementos e uma proposta de valor bem definida.
Essas observações ajudam o lojista a entender como outras marcas estruturam campanhas pagas e como conduzem o tráfego até a conversão.
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Analise o tom de voz e o posicionamento da marca
O tom de voz é um elemento essencial no benchmarking. Observe se a comunicação da marca é mais formal, informal, educativa ou aspiracional. Esse tom precisa ser consistente em todos os canais.
Analise como a marca se posiciona em relação aos concorrentes. Algumas se destacam pelo preço, outras pela qualidade, exclusividade ou atendimento. Esse posicionamento aparece de forma clara na comunicação.
Observe também se a marca transmite valores e propósito. Isso fortalece o vínculo emocional com o público e ajuda a criar diferenciação no mercado. Entender o tom e o posicionamento de outras marcas ajuda o lojista a refletir sobre a própria identidade e a ajustar a comunicação quando necessário.
Organize os dados e transforme em ações práticas
Após coletar todas as informações, é fundamental organizar os dados do benchmarking. Use planilhas, documentos ou ferramentas de gestão para registrar os insights de forma clara e acessível.
Nem tudo o que funciona para outra marca fará sentido para o seu e-commerce. Por isso, avalie o que pode ser adaptado à sua realidade e quais ações têm maior potencial de impacto com menor complexidade.
Transforme os aprendizados em ações práticas. Isso pode incluir melhorias no site, ajustes na comunicação, novas estratégias de marketing ou mudanças no relacionamento com o cliente.
O benchmarking no e-commerce só gera resultados quando sai do papel e vira execução. Por isso, priorize e coloque em prática os aprendizados mais relevantes.
Erros comuns ao fazer benchmarking no e-commerce
Um dos erros mais comuns no benchmarking é copiar estratégias sem entender o contexto da marca analisada. Cada negócio tem estrutura, orçamento e público diferentes, e isso precisa ser considerado.
Outro erro é analisar apenas grandes players do mercado. Embora eles tragam boas referências, marcas menores e mais próximas da sua realidade podem oferecer ideias mais aplicáveis.
Ignorar as limitações do próprio negócio também compromete o benchmarking no e-commerce. Nem toda estratégia observada será viável no curto prazo, e isso é normal. Por fim, muitos lojistas falham ao não transformar o benchmarking em ação. Analisar sem executar não gera resultados e faz o processo perder valor estratégico.
Mas uma coisa é certa: qualquer estratégia que seja aplicável ao seu negócio pode ser melhor executada com as ferramentas do Empreender Plus. Conheça a plataforma.










