Filosofia de Bruno Brito 5 princípios para empreender melhor

Muita gente procura uma fórmula para empreender. Bruno Brito segue um caminho diferente. Ao longo dos anos, criou empresas, testou produtos, viu ideias darem certo, outras fracassarem e transformou essas experiências em uma forma muito própria de enxergar os negócios.

Entre vídeos, palestras e conversas com empreendedores, uma frase aparece repetidamente em suas falas e resume esse pensamento: “Empreender é simples. Só que não é fácil.”

A dificuldade não está em descobrir o que fazer. Está em ter disciplina para executar, paciência para aprender com os erros e disposição para recomeçar sempre que for preciso. É dessa combinação que nasce a filosofia de Bruno sobre empreendedorismo.

Nos próximos tópicos, reunimos algumas dessas ideias e mostramos como elas aparecem nas decisões que ele toma como empreendedor.

Aprender trabalhando: “Qual é a forma mais rápida de aprender? Trabalhar nela.”

Quando decidiu conhecer melhor uma plataforma, Bruno não começou procurando cursos ou livros sobre o assunto. A pergunta era outra: “Qual é a forma mais rápida de aprender essa plataforma? Trabalhar nela.”

Foi esse raciocínio que o levou a trabalhar em empresas como Facebook e Shopify. Estar dentro dessas organizações significava acompanhar o funcionamento do negócio, entender como os problemas eram resolvidos e observar de perto a relação com os clientes.

Essa experiência mudou a forma de avaliar novos projetos. Antes de investir em um mercado, Bruno prefere conhecê-lo: “Quando você trabalha dentro de uma empresa, conhece tudo. Entende os bastidores. Os processos. As limitações. Você aprende muito mais rápido”.

Para ele, esse contato permite enxergar desafios e oportunidades que dificilmente aparecem quando se observa apenas o resultado final. Na visão do nosso CEO, aprender primeiro e empreender depois não atrasa os planos. Pelo contrário: aumenta as chances de tomar decisões melhores quando chega a hora de criar o próprio negócio. 

Experimentar faz parte do processo: “Prefiro alguém que erre tentando fazer alguma coisa nova.”

“Você pode validar ideias… Se der certo, ótimo. Se der errado, você aprendeu.” Essa fala aparece com frequência quando Bruno fala sobre empreendedorismo. Longe de entender o erro como um motivo para desistir, ele o trata como parte do processo de criar qualquer negócio. 

Para quem está disposto a experimentar, nem toda tentativa resulta em um novo produto, mas toda tentativa deixa um aprendizado para a decisão seguinte.

É por isso que outro princípio também aparece quando o assunto é inovação: “Prefiro alguém que erre tentando fazer alguma coisa nova.” A expectativa não é acertar sempre. O que realmente incomoda é deixar boas ideias paradas por medo de colocá-las em prática.

Essa lógica influencia desde o desenvolvimento de novos produtos até a rotina das equipes. Testar, ajustar e tentar novamente faz parte do trabalho. Esperar a solução perfeita, por outro lado, pode impedir que uma boa ideia saia do papel.

 “Depois de mais de 17 anos empreendendo, eu continuo errando… Você não precisa acertar todas. Só precisa continuar”, explica Bruno. Experimentar não aumenta apenas as chances de encontrar uma boa ideia. Também evita que uma decisão seja tomada apenas com base em suposições.

Caráter antes de competência: “Não seja um filho da p*.”

Entre as filosofias que orientam a cultura da Empreender, uma aparece repetidamente nas falas de Bruno: “Você pode ensinar alguém a programar. Pode ensinar marketing. Pode ensinar vendas. Agora, caráter… Isso é muito difícil ensinar.”

Por isso, Bruno volta sempre ao mesmo ponto: “O maior mandamento da Empreender continua sendo o mesmo: não seja um filho da p*. Se a pessoa entende isso, o restante a gente ensina. Competência se desenvolve. Caráter é outra história.”

Esse princípio também aparece na forma como conduz os próprios negócios e, ao falar sobre parcerias, Bruno conta que “é melhor você ser o prejudicado da história do que fazer outra pessoa sair prejudicada.”

Mais do que uma regra de contratação, essa escolha orienta as relações construídas dentro e fora da empresa. A ideia também aparece quando fala da sociedade com Andreas Piekarz. Depois de quase 20 anos trabalhando juntos, Bruno afirma que “nunca tentamos passar a perna um no outro”. 

Para os dois fundadores da Empreender, a confiança construída desde o início sempre teve mais peso do que contratos ou acordos formais.

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Criar empresas é construir pessoas: “Se amanhã eu sair da empresa, ela precisa continuar funcionando.”

“No começo eu achava que empreender era criar produto. Hoje eu vejo que empreender é muito mais sobre pessoas.” Essa mudança transformou o seu modo de liderar dentro da Empreender. 

Bons produtos continuam sendo importantes, mas uma empresa cresce quando reúne pessoas capazes de assumir responsabilidades, tomar decisões e contribuir com novas ideias.

“Se amanhã eu sair da empresa, ela precisa continuar funcionando.” Para que isso aconteça, formar um time forte deixou de ser apenas um objetivo e passou a fazer parte da própria construção do negócio. 

Bruno explica que sempre procurou trabalhar ao lado de pessoas que dominassem suas áreas de atuação mais do que ele: “Quero olhar para o lado e pensar: esse cara faz isso muito melhor do que eu. Porque, se todo mundo for melhor do que eu naquilo que faz, a empresa cresce.”

Essa visão também explica por que nunca enxergou a liderança como uma disputa de ego. Pelo contrário. Como ele mesmo afirma, sente satisfação quando alguém da equipe resolve um problema que ele não conseguiria resolver sozinho. “É sinal de que estamos construindo uma empresa de verdade.”

Networking é relacionamento: “Ajude antes de precisar de ajuda.”

Bruno não associa networking a cartões de visita, listas de contatos ou pedidos de conexão nas redes sociais. Para ele, a ideia é muito mais simples: “Networking é relacionamento.”

Ao relembrar a própria carreira, conta que praticamente todas as grandes oportunidades surgiram por causa das pessoas que conheceu. A maioria das suas experiências profissionais não começou com o envio de dezenas de currículos. Elas aconteceram porque alguém lembrava do seu trabalho.

Essa também é a razão de defender que relacionamentos não devem nascer apenas quando existe um interesse imediato. “Ajudar antes de precisar de ajuda” faz parte dessa construção.

Às vezes, gerar valor significa apresentar duas pessoas, compartilhar uma ideia ou dedicar alguns minutos para resolver um problema. São atitudes simples, mas que deixam marcas.

Quem procura fórmulas para fazer networking costuma esperar uma lista de estratégias. Bruno responde de forma direta: “Para de pensar em pessoas importantes. Conheça pessoas.” Para o CEO da Empreender, qualquer conversa pode trazer um aprendizado, independentemente da profissão ou da experiência de quem está do outro lado.

O mesmo vale para os negócios. “As pessoas fazem negócios com pessoas de quem gostam.” Por isso, ele volta a insistir em um princípio que atravessa toda a sua filosofia de empreendedorismo: tratar bem as pessoas, agir com honestidade e cuidar da própria reputação. 

Afinal, como lembra, “o mercado é muito pequeno” e, mais cedo ou mais tarde, os caminhos voltam a se cruzar.

O empreendedorismo é para qualquer pessoa: “Bora estudar? Bora empreender?”

Depois de tantos anos criando empresas, Bruno chegou a uma conclusão que pode parecer contraditória para aqueles que veem o empreendedorismo como uma habilidade reservada para poucas pessoas.

“O empreendedorismo não é para um grupo seleto. Ele pode ser para qualquer pessoa disposta a aprender, testar e continuar evoluindo”, afirma.

Essa ideia atravessa todos os princípios apresentados ao longo deste artigo. Aprender antes de empreender, experimentar sem medo de errar, valorizar o caráter, formar equipes fortes e construir bons relacionamentos são escolhas que podem ser desenvolvidas por qualquer pessoa.

Se você gosta desse tipo de conteúdo, inscreva-se no canal de Bruno Brito no YouTube. Muitas das reflexões reunidas neste artigo nasceram dos vídeos publicados por ele ao longo dos anos.