Saber desde o início quais são os principais erros ao criar uma loja virtual faz diferença direta nos resultados. Assim, é possível evitar falhas simples que afetam a confiança do cliente, dificultam a decisão de compra e impedem que a loja converta mesmo recebendo visitas.
Esses pontos foram destacados por Samuel Lima, do canal Quero Aprender, durante participação no Embaixadores Podcast, série que entrevista parceiros do programa de afiliados da Empreender e compartilha experiências práticas de quem atua diariamente no e-commerce.
As recomendações valem tanto para quem trabalha com dropshipping quanto para lojas com estoque próprio. Continue lendo e aprenda com um especialista!
Onde a maioria das lojas virtuais erra no começo?
Samuel Lima comentou que muitas lojas não deixam de vender por causa do produto, mas pela forma como são apresentadas. Segundo ele, é comum o empreendedor montar a loja e já tentar anunciar sem avaliar a experiência como um cliente, por exemplo.
Nesse cenário, a pessoa acessa o site, navega rapidamente e não encontra motivos suficientes para continuar. A loja até recebe visitas, mas o cliente navega um pouco e sai sem comprar.
Samuel reforça que isso normalmente está ligado a ajustes básicos que ficam de lado no início. São detalhes simples, mas que influenciam diretamente a percepção de credibilidade e a clareza da loja.
A partir dessa análise, ele destaca três pontos que merecem atenção ao estruturar a loja virtual e que ajudam a melhorar a experiência logo no primeiro contato. Confira o episódio na íntegra:
Erro 1: cadastrar produtos sem explicar bem o que está sendo vendido
Entre os erros ao criar uma loja virtual, Samuel Lima destaca que muitas lojas não trabalham bem a página do produto. Segundo o especialista, é comum encontrar descrições muito curtas ou até inexistentes, e isso dificulta a decisão de compra.
Quando o cliente entra na página e não encontra explicações claras, surgem dúvidas básicas. O que exatamente é o produto? Como funciona? Qual é o diferencial? Sem essas respostas, a pessoa tende a sair da loja e continuar pesquisando.
No Embaixadores Podcast, ele comentou que o cadastro funciona como um vendedor 24 horas. É ali que a loja apresenta o produto, explica benefícios e ajuda o cliente a tomar decisão sem precisar falar com o suporte.
Um bom cadastro não precisa ser longo, mas deve ser direto e útil. A ideia é mostrar rapidamente o que o produto resolve e por que ele vale a pena.
Por exemplo, uma descrição de “Organizador de gavetas” pode explicar que o item ajuda a separar roupas íntimas, otimiza espaço e pode ser dobrado quando não estiver em uso.
Assim, o cliente entende rapidamente para que o produto serve. Confira alguns elementos que ajudam a deixar a página mais clara:
- Descrição simples e objetiva: explique o que é o produto em poucas linhas, evitando termos técnicos ou textos genéricos.
- Benefícios aplicados ao uso real: mostre como o produto ajuda no dia a dia, como economizar espaço, organizar itens ou facilitar uma tarefa.
- Imagens que mostrem o produto em uso: fotos e vídeos que mostram o produto funcionando ajudam o cliente a visualizar melhor o resultado.
- Diferenciais apresentados de forma direta: destaque rapidamente o que torna o produto interessante, como material, praticidade ou facilidade de uso.
- Informações básicas sobre envio: indique prazo, origem do produto ou qualquer detalhe importante que evite dúvidas antes da compra.
Como o próprio Samuel reforça, quanto mais claro for o cadastro, mais fácil fica para o cliente decidir. Nesse ponto, o uso de vídeos na página do produto, estratégia conhecida como video commerce, ajuda a mostrar o funcionamento e reduzir dúvidas.
O app Replay da Empreender permite adicionar vídeos diretamente no produto, mostrando o uso real e destacando benefícios na prática, o que complementa a descrição e torna a página mais explicativa. Veja um pouco das funcionalidades do Replay:
Outro ponto citado é que páginas mais completas também ajudam nas buscas orgânicas, ou seja, aparecem nos resultados do Google quando alguém pesquisa pelo produto, sem depender apenas de anúncios.
Com mais informações úteis, a página tem mais chances de ser encontrada e também facilita a decisão de quem já chegou até ela.
Erro 2: investir em tráfego pago com uma loja que não passa confiança
Durante o bate-papo no podcast, Samuel Lima disse que muitos lojistas perguntam quanto devem investir em tráfego pago. Porém, ele explica que essa pressa em anunciar antes de revisar o site é prejudicial para os resultados.
Afinal, com anúncios rodando, a pessoa até entra no site, mas não se sente segura para comprar. A navegação gera dúvidas, as informações não estão claras e a loja não passa a sensação de que é confiável. O visitante entra, navega rapidamente e sai sem comprar.
Samuel sugere um exercício direto. Abra sua loja e compare com outra do mesmo segmento. Depois responda com sinceridade: em qual você compraria?
Essa comparação ajuda a perceber o que precisa ser ajustado e a evitar um dos principais erros ao criar uma loja virtual. Veja alguns cuidados que ajudam a deixar a loja mais confiável:
- Organização das informações: títulos, imagens e botões precisam estar bem distribuídos. Quando tudo aparece sem ordem, o cliente não sabe onde olhar primeiro.
- Padronização visual da loja: usar as mesmas cores e o mesmo estilo ao longo da navegação deixa a loja mais clara e fácil de entender.
- Clareza sobre o que a loja vende: logo no primeiro acesso, o visitante precisa entender o tipo de produto e a proposta da loja.
- Informações visíveis sobre a compra: prazo de envio, detalhes do produto e outras informações importantes devem estar acessíveis.
- Identificação clara da marca: nome da loja, logotipo e elementos visuais bem definidos ajudam o cliente a reconhecer onde está comprando.
Nesse ponto, Samuel também comenta a importância da prova social para reduzir insegurança. Avaliações reais ajudam o cliente a entender a experiência de quem já comprou.
O aplicativo Lily Reviews, desenvolvido pela Empreender, permite exibir comentários, fotos e depoimentos diretamente na página do produto, reforçando a confiança antes mesmo da decisão de compra.
Segundo Samuel, o cliente decide rápido. Se a loja não transmite confiança logo no início, ele sai e procura outra opção.
Esse ajuste não exige grandes mudanças. Muitas vezes, reorganizar a página inicial e deixar as informações mais claras já ajuda a tornar a experiência mais segura para quem visita a loja. Saiba como usar o Lily Reviews:
Erro 3: criar uma loja igual à dos concorrentes e sem identidade própria
Na sua participação no Embaixadores Podcast, Samuel Lima comentou que muitos lojistas chegam com uma referência pronta e pedem uma loja igual.
Para ele, esse é um erro comum, porque a loja até pode ficar parecida com outras, mas não constrói uma marca própria.
Quando várias lojas seguem o mesmo visual, o cliente não cria lembrança. Tudo parece igual e a escolha acaba sendo apenas por preço ou promoção.
É nesse momento que o branding começa a fazer diferença. Com uma identidade clara, o cliente começa a lembrar da loja com mais facilidade.
Samuel explica que se inspirar é válido, mas copiar não. O ideal é observar o que chamou atenção e adaptar para algo próprio. Assim, a loja começa a ter personalidade e não depende do modelo de outro concorrente. Alguns cuidados ajudam nesse processo:
- Definir um estilo visual para a loja: escolher cores e manter o mesmo padrão nas páginas ajuda o cliente a reconhecer a marca.
- Usar imagens com a mesma linha visual: fotos com aparência semelhante deixam a loja mais uniforme e reforçam a identidade.
- Ter um logotipo fácil de ler: logos muito pequenos ou com muitos elementos dificultam a identificação da marca.
- Manter o mesmo tom de comunicação: títulos e descrições seguindo o mesmo estilo ajudam a construir personalidade.
- Focar em um nicho específico: quando a loja tem um direcionamento claro, fica mais fácil associar a marca ao tipo de produto.
Para manter essa identidade ao longo da loja e das campanhas, Samuel também recomenda padronizar as artes utilizadas. O app 365 Artes da Empreender ajuda a criar banners, vitrines e campanhas seguindo o mesmo estilo visual, o que facilita manter a marca uniforme e reconhecível em toda a comunicação. Conheça o aplicativo:
Samuel também comenta que muitos lojistas utilizam apenas um selo pequeno como logotipo. Isso pode funcionar em redes sociais, mas, dentro da loja, dificulta a leitura do nome e enfraquece a marca.
Com o tempo, esses elementos ajudam a construir branding. O cliente passa a reconhecer a loja pelo estilo, pelas cores e pelo nome, o que fortalece a lembrança da marca.
Dica extra: Valide o produto antes de escalar
Ao longo da conversa, Samuel Lima também chama atenção para um erro comum: escolher um produto e começar a vender sem conhecer bem o item. Segundo ele, isso pode gerar frustração depois das primeiras vendas, principalmente quando o produto não corresponde ao que foi prometido.
Essa recomendação vale tanto para quem trabalha com dropshipping quanto para lojas com estoque próprio. Em ambos os casos, entender o produto ajuda a alinhar a comunicação e evitar expectativas erradas. Antes de escalar, alguns cuidados ajudam a reduzir esse risco:
- Conhecer o produto na prática: testar o item ajuda a entender como ele funciona e quais benefícios realmente fazem sentido destacar.
- Observar a forma como ele é entregue: embalagem, apresentação e proteção influenciam diretamente a experiência do cliente.
- Identificar possíveis dúvidas: ao analisar o produto, fica mais fácil prever perguntas comuns e responder isso na página.
- Avaliar prazo de entrega: saber quanto tempo o produto leva para chegar evita promessas que não podem ser cumpridas.
- Pensar em combinações com outros itens: produtos relacionados ajudam a montar kits e aumentam o valor da compra.
Para quem trabalha com dropshipping, essa validação pode começar antes mesmo da primeira venda. Com o aplicativo Dropi, é possível analisar fornecedores, verificar avaliações, entender prazos e importar o produto para testar na loja. Conheça o marketplace do Dropi:
Tudo isso permite validar a oferta com mais segurança, para ajustar a comunicação, preparar a página e só então escalar as vendas.
Pequenos ajustes que fazem a loja vender mais!
Criar uma loja virtual envolve mais do que escolher produtos e publicar o site. Como mostrou a conversa com Samuel Lima, detalhes na apresentação, na confiança e na construção da marca influenciam diretamente a decisão de compra.
Antes de investir mais tempo ou dinheiro, vale revisar a loja com o olhar do cliente. Ajustes simples na página do produto, na estrutura e na identidade já ajudam a tornar a experiência mais clara e profissional.
Algumas ferramentas podem facilitar esse processo. O Replay ajuda a apresentar melhor os produtos com vídeos, o Lily Reviews reforça a confiança com avaliações reais, o 365 Artes contribui para manter um padrão visual e o Dropi auxilia na escolha e validação de produtos.
Para ver essas recomendações na prática e acompanhar outras experiências de lojistas, assista a outros episódios do Embaixadores Podcast. A série reúne parceiros da Empreender que compartilham aprendizados reais sobre o que funciona no dia a dia do e-commerce.










