Artes Ro Gobatto: crochê, tricô e peças artesanais

O artesanato pode assumir diferentes significados na vida de quem trabalha com ele. Para Rosangela Gobatto Birck, as peças feitas à mão estão ligadas a uma conquista que começou dentro de casa e ganhou novos caminhos com o passar dos anos.

À frente da loja Artes Ro Gobatto, ela trabalha com fios de malha ecológicos e transforma as referências das clientes em peças únicas e personalizadas. 

Nesta entrevista, Rosangela compartilha sua trajetória como artesã, fala sobre o cuidado presente em suas criações e conta como está vivendo a nova fase da loja no Artesanou.

Do encontro no parquinho ao início da Artes Ro Gobatto

Rosangela já conhecia o trabalho manual desde jovem. Crochê, tricô e ponto cruz faziam parte da sua rotina e foram aprendidos com a mãe e as tias.

O desejo de transformar esse conhecimento em trabalho surgiu alguns anos depois do nascimento dos filhos, Davi, Mateus e Bruno. Na época, além de cuidar deles, Rosangela também cuidava de outras três crianças para complementar a renda da família.

Foi durante uma manhã no parquinho, enquanto estava com os filhos, que ela encontrou a responsável pela Casa do Artesão da cidade. 

Rosangela tomou coragem para perguntar o que precisava fazer para expor e vender seus trabalhos naquele espaço. A resposta foi simples: precisava ser moradora da cidade e ter a Carteira do Artesão.

“Foi então que decidi tirar meu sonho do papel e dar início à minha caminhada como artesã. Assim nasceram minhas primeiras peças, feitas com muito carinho, dedicação e esperança de construir um futuro melhor para minha família”, conta.

A partir dali, o artesanato passou a ocupar um espaço diferente na vida de Rosangela. “Hoje, para mim, o artesanato é a realização de um sonho. É uma terapia, algo que me traz paz, renda e alegria a cada venda”, afirma.

Artes Ro Gobatto: peças personalizadas feitas a partir de referências

A maior parte dos pedidos da Artes Ro Gobatto chega pela internet. Antes de começar uma encomenda, Rosangela conversa com a cliente para entender seus gostos e referências, pois cada encomenda é única e personalizada.

“Na maioria das vezes, a cliente me envia fotos da internet como inspiração. A partir delas, adapto o modelo, acrescentando meu toque pessoal para criar uma peça única, feita com carinho e dedicação”, conta.

Esse cuidado também está presente na finalização das peças. “Procuro manter um alto padrão de qualidade em cada peça. Dou muita atenção aos detalhes, buscando entender exatamente o que a cliente deseja. Assim, consigo transformar sua ideia em um trabalho bem-feito, bonito e durável”, afirma.

Uma das primeiras lembranças que Rosangela guarda dessa trajetória é a venda de um casaquinho de tricô. Outra aconteceu quando uma senhora entrou em uma loja acompanhada do próprio cachorro e escolheu, entre mais de dez camas para pets, justamente uma das peças confeccionadas por ela.

“Nunca vou esquecer a alegria da minha primeira venda: foi um casaquinho de tricô. A emoção de saber que alguém escolheu um trabalho feito por mim foi inesquecível e me deu ainda mais motivação para continuar.”

Sobre a outra encomenda, ela relembra: “Outro momento muito especial aconteceu quando uma senhora entrou em uma loja acompanhada de seu cachorrinho. Havia uma coleção com mais de dez camas para pets, mas ela escolheu justamente a peça que eu havia confeccionado para o seu companheiro de quatro patas. Ver meu trabalho sendo escolhido entre tantas opções foi uma grande alegria e uma confirmação de que vale a pena dedicar amor e cuidado a cada criação.”

Atualmente, Rosangela trabalha exclusivamente com fios de malha ecológicos, produzidos a partir de resíduos das indústrias têxteis. Ela também acrescenta um brinde especial da Jequiti às encomendas, já que atua como consultora online da marca.

Entre os elogios que recebe estão o atendimento atencioso, a agilidade, o capricho e a qualidade das peças.

Meses após o fim do Elo7, uma nova fase para a Artes Ro Gobatto

O Elo7 encerrou suas atividades em maio, e a mudança passou a fazer parte de uma nova etapa para Rosangela. A plataforma tinha um papel importante nas vendas da Artes Ro Gobatto, mesmo com a presença da loja em outros canais.

“Fiquei sem chão, muito triste, apesar de vender já aqui na minha cidade, Facebook, Instagram nada se compara com as vendas na Elo7. Sempre tive vendas, às vezes precisava colocar em modo férias porque não dava conta dos pedidos”, relembra.

A transição também trouxe uma preocupação que Rosangela conhecia bem: aprender a lidar com uma nova plataforma.

“Quando vi o anúncio no Facebook da migração para o Artesanou, fiz no mesmo dia. O Renato e sua equipe foram uns anjos que apareceram para nós. Acredito que a maioria das lojas seja de mulheres e mães como eu, que trabalham e conciliam seus afazeres como mães e donas de casa, o que já é muita coisa”, conta.

Rosangela já conhecia o Artesanou antes do encerramento do Elo7. Ela havia criado uma conta e publicado alguns produtos, mas ainda não dependia da plataforma para suas vendas.

“O processo de migração foi fácil porque tivemos o apoio do Renato e da equipe, que nos auxiliaram pelo grupo de WhatsApp”, afirma.

Para Rosangela, a adaptação a novas plataformas continua sendo um dos pontos que exigem mais atenção, pois se considera leiga no assunto.

“Olha, minhas expectativas são as melhores. Acredito que o Artesanou vai ser um grande marketplace para nós, artesãos. Sei que no começo não é fácil, mas, aos poucos, as pessoas vão ganhando confiança e irão comprar”, afirma a empreendedora.

A experiência anterior também serve como referência para esse novo começo. Quando abriu sua loja no Elo7, Rosangela esperou seis meses até realizar a primeira venda. Depois disso, os pedidos passaram a fazer parte da rotina. “Depois nunca mais parou: toda semana tive vendas. E para mim, cada venda é um presente de Deus.”

O trabalho em casa também concretizou um desejo que Rosangela carregava desde antes de começar a vender suas peças. “Meu sonho sempre foi ser mãe e ter um trabalho em casa onde eu pudesse conciliar o cuidado com a casa, os filhos e ter minha renda. E assim foi, amém.”

Para outros artesãos que estão começando ou precisaram mudar de caminho, ela aconselha: “A todos os novos artesãos: não desanimem diante das dificuldades ou da demora em ver os resultados. Todo começo exige paciência, dedicação e aprendizado.”

Rosangela também deixa uma mensagem sobre o valor de cada criação: “Cada peça feita com amor, carinho e dedicação carrega um pouco da sua história e do seu talento. Nem sempre os frutos aparecem de imediato, mas eles chegam para quem persevera e acredita no próprio trabalho. Continue criando, aprendendo e aperfeiçoando sua arte. Valorize cada pequena conquista, pois elas são os passos que levam às grandes realizações.”

Quer conhecer o trabalho da Rosangela? Visite a Artes Ro Gobatto no Artesanou e descubra peças feitas à mão, criadas a partir das referências e do cuidado de quem transformou o artesanato em profissão.