Bruno Brito e a inteligência artificial da experimentação às soluções para e-commerce

A inteligência artificial passou a fazer parte da rotina de milhões de pessoas em poucos anos. Enquanto novas ferramentas surgiam, Bruno Brito começou a investigar como essa tecnologia poderia ser aplicada ao empreendedorismo e ao e-commerce.

Desde os primeiros testes com IA generativa até a incorporação de novos recursos nos aplicativos da Empreender, sua trajetória mostra uma busca constante por aplicações que realmente façam diferença para quem vende pela internet.

Neste artigo, você vai entender como essa visão evoluiu e como ela continua influenciando seus conteúdos no YouTube e os produtos desenvolvidos pela empresa.

Como Bruno Brito percebeu o potencial da IA para transformar o empreendedorismo

Em 2022, quando a inteligência artificial generativa começava a ganhar espaço e ainda despertava curiosidade em grande parte do mercado, Bruno logo começou a explorar como essas ferramentas poderiam transformar a forma de empreender.

Durante um dos primeiros testes publicados em seu canal, ele percebeu algo que mudou sua forma de enxergar a IA: “Criatividade… eu achei que era uma das áreas mais difíceis, que eles jamais iriam conseguir fazer isso. Mas parece que eu estava errado.” 

Na época, um dos principais exemplos dessa tecnologia era o Midjourney, plataforma capaz de criar imagens a partir de descrições em texto. 

Para Bruno Brito, aquela novidade representava uma mudança importante para quem queria empreender: “Você digita algumas palavrinhas e essa palavrinha se transforma em uma imagem.”

Até então, lançar uma coleção de produtos personalizados costumava exigir ilustradores, fotógrafos, modelos e outros profissionais especializados. Também era comum investir em estoque, produzir ensaios e estruturar boa parte do negócio antes mesmo da primeira venda. Com a IA generativa, esse cenário começou a mudar.

Por exemplo, em um dos seus conteúdos, Bruno mostra a possibilidade de usar a inteligência artificial para criar uma loja de produtos personalizados. 

No vídeo em questão, as artes são geradas no Midjourney e aplicadas aos produtos comercializados em uma loja criada na Montink, plataforma de print on demand que ele cofundou ao lado de Andreas Pierkarz, sócio e CTO da Empreender.

Nesse modelo, o lojista monta o catálogo da própria loja sem precisar produzir camisetas, canecas, pôsteres ou outros itens antecipadamente. Os produtos só passam a existir fisicamente quando uma venda acontece. 

A partir desse momento, a Dimona, fornecedora parceira da Montink, realiza a produção, enquanto a plataforma de PoD gerencia o pedido e o envio ao cliente.

Para apresentar esses produtos na loja, Bruno menciona ferramentas como o Placeit, que serve para criar mockups realistas sem a necessidade de ensaios fotográficos. 

Esse fluxo ilustra uma das principais mudanças destacadas por Bruno: diferentes tecnologias passam a trabalhar em conjunto para transformar uma ideia em um produto pronto para ser vendido, simplificando etapas que antes exigiam mais tempo e recursos.

A IA assume parte da execução, enquanto continua cabendo ao empreendedor imaginar novas soluções, escolher o nicho, definir os produtos, testar ideias e decidir quais caminhos realmente fazem sentido para o negócio.

A criatividade mudou: saber conversar com a IA faz toda diferença

Depois de perceber o potencial da inteligência artificial para criar produtos, Bruno Brito chegou a outra conclusão: utilizar ferramentas era apenas o começo.

Ao criar imagens em seus vídeos, ele mostra que o resultado muda conforme as instruções ficam mais específicas. Como o próprio Bruno explica: “Você vai digitando e vai afinando até encontrar alguma coisa legal.”

Para demonstrar esse processo, ele experimenta diferentes descrições e referências nos prompts. Em alguns testes, pede imagens com aparência cinematográfica, dramática, inspirada em histórias em quadrinhos ou mais naturais. 

Também utiliza referências como a Unreal Engine, tecnologia amplamente usada no desenvolvimento de jogos digitais e conhecida pelo alto nível de realismo de seus gráficos.

Além disso, Bruno costuma explorar galerias públicas para entender como outras pessoas estruturam seus prompts, observar combinações que produzem bons resultados e adaptar essas referências aos próprios projetos. Em um dos vídeos, resume esse hábito de forma espontânea: “Às vezes eu nem quero ter criatividade. Eu só quero vir aqui na galeria.”

Hoje, essa prática é conhecida como engenharia de prompts: a construção de instruções cada vez mais claras e específicas para obter respostas melhores dos modelos de inteligência artificial. Embora o termo tenha se popularizado depois, Bruno já demonstrava essa lógica ao combinar pesquisa, testes e refinamento contínuo.

Criar com IA envolve mais do que saber desenhar. Exige pesquisa, repertório e a capacidade de orientar a tecnologia até chegar ao resultado desejado.

Bruno também chama atenção para outro aspecto importante: a inteligência artificial não elimina a responsabilidade sobre aquilo que é criado. 

Mesmo quando uma ferramenta permite utilizar imagens comercialmente, referências a personagens e marcas conhecidas podem envolver direitos autorais e, por isso, exigem bastante cuidado.

Quando acompanhar a IA se tornou tão importante quanto aprender a usá-la

Três anos depois de começar a explorar a inteligência artificial em seu canal no YouTube, Bruno já não discutia apenas o potencial das novas ferramentas. Em 2025, a preocupação passou a ser outra: como acompanhar uma tecnologia que evolui praticamente todos os dias.

Foi dessa reflexão que nasceu iniciativas como o Showtime, comunidade criada pela Empreender para reunir lojistas interessados em inteligência artificial e incentivar a troca de conhecimento entre quem utilizava essas ferramentas no dia a dia.

Ao apresentar o projeto, Bruno explica por que acreditava que o modelo tradicional de ensino já não acompanhava a velocidade das mudanças: “Todo santo dia está surgindo alguma coisa nova. É um prompt novo, é uma IA nova, é um GPT diferente. Está muito difícil acompanhar, e a gente não vai conseguir acompanhar se depender só de curso.”

Por isso, a proposta do Showtime não se limitava à oferta de aulas e incentivava os próprios participantes a compartilhar descobertas, fluxos de trabalho e aplicações práticas da inteligência artificial no e-commerce.

O próprio Bruno comenta: “Eu acredito que a essência é juntar um monte de lojistas e entender o que cada um está fazendo.”

Embora o Showtime tenha sido descontinuado posteriormente, a ideia de compartilhar descobertas e acompanhar a evolução da inteligência artificial continua presente no trabalho de Bruno. 

No canal, ele segue testando ferramentas como ChatGPT, Google Veo, Freepik Spaces, Mixboard e Topview AI, sempre buscando mostrar como essas tecnologias podem ser aplicadas.

De que forma a Empreender incorporou inteligência artificial em aplicativos para e-commerce

Os testes publicados por Bruno não ficaram restritos ao YouTube. Com o avanço da inteligência artificial, novos recursos passaram a integrar diferentes aplicativos desenvolvidos pela Empreender.

No atendimento, o SAK, CRM da Empreender, reúne duas funcionalidades baseadas em IA. A primeira é a integração com o ChatGPT, que utiliza os artigos de FAQ da empresa para responder automaticamente às dúvidas mais frequentes dos clientes. 

A segunda são os Agentes de IA do SAK, atendentes virtuais configurados com os conteúdos definidos pelo próprio lojista. Eles realizam o atendimento inicial, interpretam mensagens de texto e áudio e, quando identificam que a conversa precisa de análise humana, encaminham o cliente para a equipe.

No dropshipping, o Dropi incorporou inteligência artificial para acelerar uma das etapas mais repetitivas do cadastro de produtos: a criação de descrições. A plataforma utiliza modelos da OpenAI para gerar esses textos automaticamente a partir das informações do produto. 

Na análise de dados, o Dash Analytics utiliza IA para facilitar a interpretação das informações da loja. O recurso “Explique o Gráfico” analisa os indicadores exibidos no painel, gera uma explicação em áudio e apresenta sugestões para apoiar a tomada de decisões. O aplicativo também oferece um chat inteligente, capaz de responder perguntas sobre métricas e orientar o lojista na leitura dos dados.

No Lily Reviews, aplicativo de avaliações para e-commerce, a inteligência artificial também ajuda a aproveitar melhor o conteúdo gerado pelos clientes. Em alguns planos, o recurso Resumo com IA analisa automaticamente as avaliações de cada produto e apresenta uma síntese dos principais comentários. Dessa forma, os visitantes conseguem compreender rapidamente a opinião de outros compradores, enquanto o lojista economiza tempo ao acompanhar o feedback dos clientes.

Esses exemplos mostram como a inteligência artificial vem sendo incorporada ao ecossistema da Empreender sempre que pode tornar o trabalho dos lojistas mais simples. 

Ao acompanhar a evolução das IAs, Bruno Brito mostra que seu interesse nunca esteve apenas nas ferramentas em si, mas nas possibilidades que elas criam para quem empreende.

Seja nos conteúdos publicados em seu canal, nas iniciativas voltadas ao aprendizado ou nas soluções desenvolvidas pela Empreender, a proposta permanece a mesma: usar a tecnologia para simplificar processos, aumentar a produtividade e permitir que o empreendedor dedique mais tempo às decisões que realmente fazem diferença para o crescimento do negócio.

“É isso que a Empreender faz: ajudar você a empreender da maneira mais barata e mais inteligente possível”, diz Bruno. Inscreva-se no canal e acompanhe os conteúdos do CEO da Empreender.