A Família Personalizando produz brindes e lembranças personalizadas para festas infantis, com produtos criados para continuar fazendo parte da diversão mesmo depois da comemoração.
Por trás da marca está Jéssica Ludgero, empreendedora que transformou diferentes experiências profissionais em um negócio voltado para crianças e famílias.
Agora, após o fim do Elo7, ela relembra os acontecimentos que marcaram essa história e compartilha as expectativas dos próximos capítulos da Família Personalizando no Artesanou.
Por que a loja se chama Família Personalizando?
A escolha do nome surgiu antes mesmo da definição dos produtos que seriam vendidos. Para Jéssica, a marca precisava representar aquilo que mais importava em sua vida.
“Eu não tive dúvidas de que seria algo bem claro quanto ao meu propósito e desejo inicial: a família”. A decisão também refletia a participação das pessoas mais próximas em sua jornada empreendedora.
“Meu esposo é um super incentivador do meu trabalho, minha filha é a razão da empresa existir, não poderia ser outro nome.”
A filha Valentina e o apoio constante do marido aparecem como pilares importantes dessa história desde o começo. Por isso, o significado da marca vai além do aspecto comercial: “De Família, para Famílias, isso é o que me move todos os dias.“
Do marketing aos primeiros convites infantis
Jéssica iniciou sua trajetória empreendedora em 2019. No ano seguinte, passou a trabalhar com a criação de materiais voltados para empresas e pequenos negócios.
“Eu criava artes para redes sociais, logotipos, cartões de visita, brindes corporativos, tudo relacionado ao marketing e divulgação de uma loja.”
Foi nesse período que surgiram os primeiros pedidos ligados ao universo infantil. Algumas clientes passaram a procurá-la não para desenvolver uma identidade visual, mas para criar convites de aniversário.
“Eu mesmo, não trabalhando com convites, comecei a aceitar e a estudar, a criar lindos convites de aniversários.” A experiência despertou um interesse que ela ainda não imaginava desenvolver profissionalmente. “Ali eu já vi que eu amava fazer aquilo, algo novo que eu nem cogitei.”
Na época, porém, a atividade ainda precisava ser conciliada com o emprego formal. Durante o dia, Jéssica trabalhava como CLT. À noite, assumia os projetos que surgiam como renda complementar.
“Eu trabalhava horas e até de madrugada, após o expediente de trabalho. Depois de chegar em casa, dar atenção à casa e à família, eu pegava nesse segundo trabalho.”
Mesmo sem saber exatamente onde aquele caminho a levaria, os primeiros contatos com festas infantis já começavam a apontar para uma nova direção.
Quando a maternidade mudou os planos de Jéssica
Enquanto os trabalhos paralelos cresciam, Jéssica enfrentava uma situação que influenciaria profundamente suas decisões profissionais.
“Minha filha, desde bem pequena, sempre teve muitos problemas respiratórios.” Naquele período, ela e o marido trabalhavam fora, enquanto a mãe de Jéssica ajudava diariamente nos cuidados com Valentina.
“A minha mãe é a minha maior e melhor rede de apoio”, conta. Ainda assim, os problemas de saúde da filha exigiam atenção constante. “Tinha vezes que eu saía do trabalho correndo para a emergência, e isso era muito ruim.”
Foi durante o período da pandemia que ela começou a refletir sobre a possibilidade de construir uma rotina diferente para a família.
“Eu sou uma pessoa de muita fé em Deus e comecei a conversar com Ele, que, se fosse da vontade dele, aquele seria o último lugar em que eu trabalharia como CLT.”
Meses depois, a decisão aconteceu. “Eu saí da CLT e saí com meu coração em paz. A minha filha precisava de mim.”
A escolha ganhou ainda mais significado pouco tempo depois, quando Valentina enfrentou novos desafios de saúde, incluindo internações e cirurgias. “Penso que Deus faz tudo certo. Eu precisava estar ali para ela nesses momentos.”
Foi nesse período que Jéssica encontrou no empreendedorismo uma forma de conciliar trabalho e presença na vida da filha. “Empreender foi o que fez com que o meu sonho de uma maternidade segura pudesse se tornar realidade.”
Como Jéssica encontrou seu lugar nos personalizados infantis
Depois de deixar o trabalho de carteira assinada, Jéssica passou por diferentes experiências até encontrar o segmento pelo qual se apaixonaria.
“Em 2022, eu já havia parado com a criação de logos, já havia começado a trabalhar com quadros decorativos em MDF, mas ainda não era o que enchia meu coração.”
Foi então que uma sugestão inesperada mudou os rumos da empresa. “Uma amiga disse: por que você não entra no ramo de personalizados infantis?”
A princípio, a ideia não despertou seu interesse. Naquela época, Jéssica associava os personalizados infantis principalmente às tradicionais caixinhas de festa e ainda não enxergava naquele segmento o espaço criativo que procurava.
“Daí eu conheci o mundo da papelaria personalizada a fundo e me apaixonei pelos brindes e lembranças personalizadas.” A identificação veio principalmente pelo público que desejava alcançar.


“Pensando muito na minha filha, eu percebi que o público que eu queria atingir não eram só os adultos, mas também as crianças.”
A partir desse momento, o caminho ficou mais claro. Em 2022, Jéssica criou sua loja no Elo7 e passou a se dedicar integralmente ao segmento, que continua até hoje.
“Estou empreendendo no ramo pelo qual sou apaixonada por estar, por criar e permitir que as crianças se divirtam para além da festa de aniversário.”
Brindes que continuam a diversão depois da festa
Desde o início, Jéssica procurou desenvolver produtos que continuassem sendo usados pelas crianças depois da festa. “Por isso eu produzo lindos brindes e lembranças personalizadas, úteis, criativas e divertidas para todas as idades.”
Essa proposta também influencia o processo de criação de novos produtos. Em vez de seguir tendências aleatórias, Jéssica diz que gosta de criar coisas novas, busca muitas inspirações e faz muito do que os clientes procuram.
“O primeiro grande sucesso da loja surgiu justamente dessa combinação. “Eu comecei com o jogo da memória personalizado, que é o carro-chefe da loja.”

Com o crescimento da empresa, outros produtos passaram a ganhar espaço no catálogo. “Temos o nosso álbum de figurinhas 2 em 1, com desenhos para colorir, que eu criei do zero para aquelas mamães práticas e econômicas que gostam de comprar uma lembrança que realmente valha a pena.”
A proposta é simples: oferecer mais de uma experiência dentro do mesmo produto. “São dois brindes em um. É perfeito.”
Hoje, o álbum ocupa a segunda posição entre os itens mais vendidos pela Família Personalizando, enquanto novas ideias continuam surgindo. “E temos muitas outras opções em nossa loja e muitas novidades ainda virão.”
Como surgem os produtos da Família Personalizando?
As novidades da loja costumam começar muito antes da produção física. Além de desenvolver os brindes e lembranças, Jéssica também faz as artes que dão vida a cada projeto e considera essa uma das partes mais prazerosas do trabalho.
“Eu amo criar artes para além de produzir o produto físico. É um combo de emoções. Eu gosto quando me pedem temas novos porque amo criar.”
Embora busque inspirações constantemente, ela não costuma desenvolver produtos de forma aleatória. Muitas ideias surgem a partir das conversas com os próprios clientes e da observação daquilo que as famílias procuram para suas comemorações.
“Eu ouço o pedido das mães, suas especificações, tento atender ao máximo sempre. Como mãe, eu penso: o que eu gostaria que tivesse na festa da minha filha que eu não encontro? Eu vou lá e faço não só para mim, mas para outras mamães.”


Histórias que explicam o propósito da Família Personalizando
Ao longo dos anos, algumas situações ajudaram a reforçar o propósito que motivou a criação da Família Personalizando. Como grande parte dos pedidos está ligada a aniversários e momentos especiais, Jéssica costuma acompanhar de perto a expectativa das famílias durante a preparação de cada evento.
“Cada pedido que a loja recebe conta uma história, isso é lindo de ver.” Ao longo dos anos, algumas situações ajudaram a reforçar esse sentimento e mostraram o impacto que seu trabalho pode ter na vida de outras famílias.
“Já teve clientes que compraram para outra pessoa, e a pessoa que recebeu os produtos não só agradeceu quem comprou, mas veio até a loja agradecer pelo capricho e carinho. Isso é de deixar o coração quentinho. É o que me move.”


O vínculo construído com os clientes também aparece nas indicações e nos pedidos recorrentes. Para Jéssica, esse retorno mostra que a relação criada durante uma festa muitas vezes continua nos anos seguintes, acompanhando novas comemorações e fases da infância.
“Clientes que retornam no ano seguinte, que indicam o meu trabalho. O sorriso das crianças, o retorno dessas famílias é o motivo da nossa alegria.”
O dia em que Jéssica abriu a loja e encontrou uma despedida inesperada
Depois de três anos vendendo no Elo7, Jéssica acreditava que a plataforma continuaria fazendo parte da rotina da empresa por muito tempo. Por isso, a notícia do encerramento das atividades chegou como um choque.
“Receber a notícia do fim da Elo7 foi um baque muito grande. Eu não esperava por isso.” A descoberta aconteceu durante uma manhã comum de trabalho.
“Naquela segunda eu abri o meu notebook, abri a minha loja, que estava com pedidos abertos, pedidos a serem enviados, e apareceu a mensagem: nosso ciclo se encerra aqui. Na hora, confesso que gelei.”
Sem entender exatamente o que estava acontecendo, ela procurou outras fontes para confirmar a informação. “Joguei no Google e vi outras fontes de informação confirmando aquela triste notícia.” Além da preocupação com o futuro da empresa, havia uma carga emocional envolvida naquela despedida.
“Era o fim da Elo7, o fim da loja que a minha filha me ajudou a construir.” Mesmo diante da insegurança, a prioridade foi garantir que os clientes não fossem prejudicados.
“Dei uma segurada no choro e fui de pronto falar com meus clientes com pedidos em aberto.” O trabalho continuou normalmente até a conclusão das últimas encomendas.
“Conseguimos seguir com a produção e envio dos últimos pedidos sem que os clientes se prejudicassem.”
Com os pedidos encaminhados, surgiu a pergunta que muitos empreendedores estavam fazendo naquele mesmo momento. “A partir daí veio a questão: o que farei agora?”

Do susto ao recomeço: a chegada ao Artesanou
A resposta começou a aparecer poucas horas depois, enquanto Jéssica buscava informações sobre o encerramento do Elo7 e possíveis alternativas para continuar vendendo seus produtos.
“Nesse dia eu fiquei o tempo todo na internet pesquisando mais informações”. Foi durante essa busca que ela encontrou um vídeo que mudaria os rumos da empresa.
“Daí no YouTube apareceu um vídeo de um cara extremamente simpático, com um sorriso enorme, dizendo: calma, nós vamos resolver, vai ficar tudo bem”.
A mensagem trouxe um alívio em meio à preocupação que dominava aquele momento. “Era o Bruno, da Empreender. Ali foi o único momento naquela segunda em que eu respirei de verdade.”
Depois de assistir ao conteúdo, ela entrou no grupo criado para orientar os vendedores e iniciou o processo de migração da loja.
“Eu assisti ao vídeo dele, entendi mais ou menos como ia funcionar, entrei no grupo do WhatsApp e começamos a migração da loja para a Artesanou.”
Segundo Jéssica, o suporte oferecido durante esse período foi fundamental para que a transição acontecesse de forma mais tranquila.
“Deram todo o suporte, plataforma, retorno nas dúvidas. Foram incríveis.” A rapidez da migração também chamou sua atenção. “Eu nem sei explicar o sentimento de alívio, de um dia antes a sua loja nem carregar e no outro ela estar inteira e montada em uma nova casa.”
Para ela, a mudança representou muito mais do que a troca de uma plataforma por outra. “Isso foi essencial para que não só o meu desejo, mas o desejo de empreender de milhares de empreendedores não morresse ali junto com o fim da Elo7.”
De acordo com a empreendedora, o momento difícil acabou trazendo uma nova perspectiva para o futuro do negócio. “O que parecia ser o fim se tornou mais uma oportunidade.“
Os novos sonhos da Família Personalizando
Embora a migração para o Artesanou tenha sido um passo importante, os planos da Família Personalizando não param por aí. Jéssica já trabalha em novos projetos e pretende ampliar o universo criativo da marca.
Entre as novidades está uma loja voltada para personalizados afetivos, projeto que ela descreve como uma extensão natural da própria trajetória empreendedora: “Outro desejo que saiu direto do meu coração para o mundo.”
A nova iniciativa se soma a um caminho que começou anos atrás, quando Jéssica ainda conciliava o trabalho formal com a criação de artes e convites personalizados.
Para ela, os últimos desafios reforçaram a importância de continuar avançando, mesmo diante das mudanças inesperadas que surgem pelo caminho.
“Não desistam, mesmo que pareça difícil. Não foi da forma que gostaríamos, mas Deus tem colocado pessoas maravilhosas em nosso caminho para nos ajudar.”
E conclui: “Vamos aproveitar essa oportunidade e crescer juntos. Tudo já deu certo.” Conheça a loja Família Personalizando.










