Agatha Filano transformou o artesanato em um negócio de brindes personalizados

A vontade de empreender nem sempre começa com um plano pronto ou com recursos disponíveis. Para Agatha Cristian Lacerda Filano, a decisão de viver do artesanato veio depois de mais de duas décadas trabalhando, cuidando da família e experimentando caminhos profissionais.

À frente da Mimarte, ela encontrou nos brindes corporativos uma maneira de unir criatividade, produção artesanal e mensagens que marcam quem recebe cada peça. Seu esposo, Evandro Furtado, e seus filhos, Anne Caroline e Antonio Carlos, são suas maiores fontes de inspiração e motivação para continuar e não desistir.

Com a chegada ao Artesanou, Agatha busca ampliar a visibilidade da marca e alcançar novos clientes, mantendo também a produção de presentes para casamentos.

De R$ 20 ao primeiro pedido de R$ 2 mil

Antes de se dedicar ao artesanato, Agatha trabalhou durante anos como manicure. A profissão permitiu sustentar os filhos quando se tornou mãe solo ainda na adolescência, mas sua habilidade com trabalhos manuais foi ganhando outro significado. 

Como ela mesma explica, nunca se tratou apenas do que sabia fazer, mas do que conseguia transformar com as próprias mãos.

Depois de estudar Marketing e começar a trabalhar na área, percebeu que aquela não era sua paixão. Após mais de 20 anos dedicados às responsabilidades profissionais e familiares, decidiu apostar em algo que realmente gostasse de fazer.

Agatha encerrou seus contratos de marketing e quitou as dívidas antes de começar, para não iniciar o negócio no vermelho. O que restou foi pouco dinheiro e a vontade de tentar. “O que me sobrou foi R$ 20 e um sonho”, conta.

Com esse valor, criou uma página no Instagram, preparou um anúncio e investiu todo o dinheiro na divulgação. O resultado foi um pedido de R$ 2 mil, formado pela soma de várias encomendas menores.

O detalhe é que Agatha nunca havia trabalhado com artesanato. Não sabia exatamente por onde começar nem quais produtos desenvolver, mas decidiu arriscar.

De velas e sabonetes artesanais aos brindes corporativos

O primeiro negócio foi a Blue Moon Candles, inicialmente voltada à produção de velas personalizadas. Depois, Agatha direcionou sua atenção à saboaria artesanal, uma atividade que continua entre suas preferidas.

Criar sabonetes envolve estudar os ingredientes, entender a função de cada insumo e desenvolver composições para diferentes tipos de pele. Mesmo considerando a possibilidade de se dedicar exclusivamente à saboaria, ela ainda queria testar outras ideias antes de definir o rumo da empresa.

Durante esse período de experimentação, surgiu uma oportunidade com a RS Serviços, empresa que contratou Agatha para produzir itens personalizados para campanhas de Dia das Mulheres, Dia das Mães e Dia dos Pais. Todas as campanhas da empresa naquele ano foram produzidas por ela e sua equipe.

Foi esse trabalho que mostrou à Agatha que suas peças poderiam alcançar muito mais pessoas. Os produtos não eram apenas lembranças distribuídas em campanhas: cada um levava uma mensagem especial, pensada para transmitir apoio, consolo ou incentivo a quem o recebesse.

“Abra seu produto e receba sua mensagem” é a ideia por trás dessa proposta. Agatha procura transformar itens que poderiam ser simples brindes em pequenas surpresas acompanhadas de palavras positivas.

A partir desse trabalho, surgiu a Mimarte. Outros clientes começaram a contratar a empresa, e Agatha percebeu que o negócio precisava seguir uma direção diferente da saboaria.

Hoje, a Mimarte é especializada em brindes corporativos personalizados e também atende casamentos. A produção para noivas continua porque, como explica Agatha, ela não queria abandonar essas clientes.

O cuidado artesanal que diferencia os brindes personalizados

Para Agatha, criar algo diferente é um dos principais desafios do trabalho. Mesmo quando a procura se concentra em produtos conhecidos, ela tenta encontrar maneiras de acrescentar um detalhe que os destaque.

A mensagem que acompanha cada peça é parte central dessa proposta. Todos os produtos carregam palavras que transmitem algo além do brinde em si.

Esse cuidado também aparece nos critérios que orientam a produção. Agatha não abre mão da qualidade dos materiais, do acabamento, do cumprimento dos prazos e do atendimento ao cliente.

O compromisso com esses pontos aparece nos retornos que recebe. Segundo ela, os clientes elogiam o capricho, a pontualidade, o atendimento e os próprios brindes.

A empresa ainda é pequena, mas já consegue se manter e gerar renda. Para Agatha, esse resultado reforça a possibilidade de ampliar o negócio sem abrir mão do cuidado dedicado a cada encomenda.

A Mimarte no Artesanou e os planos para crescer

O encerramento do Elo7 foi uma surpresa para Agatha, mas teve um impacto menor sobre suas vendas do que para outros artesãos. Ela explica que os resultados da Mimarte vinham principalmente de anúncios, tráfego pago e vendas orgânicas, enquanto a participação das plataformas era pequena.

Ainda assim, a saída do Elo7 significou perder um canal que ocasionalmente trazia novas encomendas. Agatha, porém, já conhecia o Artesanou e decidiu migrar seus produtos assim que conheceu a plataforma.

A descoberta aconteceu por indicação de uma vendedora que conheceu em outro aplicativo de vendas. Depois de observar a interface, o projeto e o nome do Artesanou, Agatha decidiu se cadastrar e transferir seus produtos.

“Quando vi a primeira vez a interface do site, o projeto, o nome… falei: essa vai vingar”, relembra.

Para o futuro, ela espera conquistar mais visibilidade, expandir a empresa e gerar mais renda e empregos. Também deseja que sua experiência possa inspirar outras mulheres a transformar suas habilidades manuais em fonte de renda.

Seu conselho para quem está passando por dificuldades no artesanato é direto: “Não desistam, nunca.” Agatha reconhece que alguns sonhos parecem distantes, mas defende que o medo não deve impedir as pessoas de avançar.

Ela também recomenda não depender de um único canal de vendas. Além de trabalhar com diferentes plataformas, sugere investir em divulgação, tráfego pago, indicações e até panfletagem, aproveitando diferentes meios para apresentar os produtos ao público.

A mensagem final resume a postura que a levou a mudar de profissão e construir a Mimarte: “Divulgue, venda seu peixe, só não desista. Acredite.”

Quer conhecer os brindes e personalizados criados pela Agatha? Acesse o site da Mimarte no Artesanou e confira.

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