Robes Cheiro do Campo: a marca que cresceu com costuras personalizadas para cada cliente

Desde 2016, a Robes Cheiro do Campo produz peças personalizadas para diferentes ocasiões, incluindo casamentos, festas, ações corporativas e momentos especiais em família. O negócio começou de forma simples, com Dona Eleide costurando e bordando em casa, e aos poucos conquistou clientes em diferentes regiões do país.

Ao longo dos anos, a marca ampliou seu catálogo, atravessou períodos desafiadores e se transformou em um projeto construído por várias mãos. 

Agora, após o fim do Elo7, Fabiana Lourenço relembra os acontecimentos que marcaram essa trajetória e compartilha os desafios e aprendizados de seguir em frente com a Robes Cheiro do Campo no Artesanou.

Como Dona Eleide deu início à Robes Cheiro do Campo

A história da Robes Cheiro do Campo começou em 2016, quando Dona Eleide decidiu transformar seu talento para costura e bordado em uma fonte de renda.

Na época, ela trabalhava sozinha, produzindo robes para madrinhas de casamento e festas do spa. O primeiro passo foi abrir uma loja no Elo7, plataforma que se tornaria parte importante da história da empresa nos anos seguintes.

O resultado veio mais rápido do que ela imaginava e a primeira venda aconteceu no mesmo dia em que a loja foi criada. A partir dali, novos pedidos começaram a surgir e o negócio ganhou ritmo.

Inicialmente, a produção era concentrada nos robes personalizados para noivas, madrinhas e outras participantes de casamentos. Com o aumento da procura, Dona Eleide contratou uma costureira autônoma para ajudá-la a atender os pedidos.

Outros produtos foram sendo incorporados gradualmente ao catálogo, sempre acompanhando as necessidades apresentadas pelas clientes.

O que começou como um pequeno negócio passou a crescer de forma constante, construindo uma base de consumidores que valorizavam a qualidade dos acabamentos e a possibilidade de personalizar cada peça.

Quando a história da marca passou a ser construída em conjunto

A pandemia trouxe desafios para inúmeros pequenos negócios, e com a Robes Cheiro do Campo não foi diferente. Com a suspensão de casamentos, festas e eventos, as vendas dos produtos ligados a essas ocasiões diminuíram significativamente.

Foi nesse cenário que uma nova parceria começou a ganhar forma. Para ajudar a mãe a enfrentar aquele momento, Fabiana Lourenço começou a se envolver cada vez mais na rotina da empresa.

A oportunidade surgiu quando a produção de máscaras de proteção se tornou uma alternativa para manter o negócio ativo.

“Eu também estava com a renda muito reduzida e com tempo livre. Comecei a vender em grupos de WhatsApp e Facebook para ajudar”, conta.

Na época, Fabiana morava em São Paulo, enquanto Dona Eleide vivia em Mairiporã. Mesmo em cidades diferentes, as duas passaram a organizar juntas a rotina das vendas.

“Eu vendia e entregava com meu marido”, relembra. A procura pelas máscaras cresceu rapidamente e trouxe um novo desafio: aumentar a capacidade de produção.

“Aprendi a costurar porque a demanda era maior do que a minha mãe, com duas costureiras, era capaz de produzir”, afirma.

O que começou como uma ajuda temporária acabou aproximando Fabiana cada vez mais do negócio. Aos poucos, ela passou a participar de outras áreas da Robes Cheiro do Campo e percebeu que poderia contribuir muito além das vendas.

Da parceria familiar ao crescimento da empresa

A aproximação entre mãe e filha abriu caminho para uma nova fase da Robes Cheiro do Campo. No final de 2021, com os reflexos da pandemia ainda presentes na rotina de muitas famílias, Fabiana e o marido tomaram uma decisão importante: mudar-se para a chácara de Dona Eleide, em Mairiporã.

“Todos estávamos quase sem renda”, relembra. A mudança permitiu que a empresa passasse a contar com o trabalho dos três. A convivência diária também facilitou a divisão das responsabilidades e a participação mais ativa de cada integrante da família no negócio.

Enquanto Dona Eleide permanecia responsável pela criação e produção das peças, Fabiana assumia atividades ligadas à divulgação, atendimento e administração. Já o marido passou a auxiliar em tarefas operacionais, como compras de tecidos, logística e envio dos pedidos.

“Ela continua sendo a mente criativa da confecção”, afirma Fabiana ao falar da mãe. Nesse período, a família também investiu na modernização da presença digital da marca. Um perfil foi criado no Instagram e a loja no Elo7 recebeu novas fotos e descrições atualizadas.

O esforço coletivo trouxe resultados. “Aos poucos, recuperamos as vendas, dobramos, triplicamos”, conta. O negócio que havia começado com Dona Eleide costurando sozinha se transformou em uma empresa familiar. Hoje, mãe e filha são sócias e contam com o apoio de uma pequena equipe para atender clientes de diferentes regiões do Brasil.

Dos casamentos aos pijamas personalizados: a evolução da Robes Cheiro do Campo

Ao longo dos anos, a Robes Cheiro do Campo ampliou seu catálogo para acompanhar novas demandas e ocasiões de uso.

Nos primeiros anos, a produção era voltada principalmente para robes personalizados destinados a noivas, madrinhas e festas relacionadas ao universo dos casamentos.

Com o tempo, porém, novas oportunidades começaram a surgir. Durante a pandemia, Fabiana percebeu uma mudança interessante no comportamento dos consumidores. 

Artistas, influenciadores e criadores de conteúdo passaram a aparecer com frequência usando pijamas em lives e vídeos publicados nas redes sociais.

“Eu me lembro especialmente da Ivete Sangalo, que viralizou um vídeo usando um pijama modelo americano”, conta. A observação levou a uma nova sugestão para a empresa. “Eu sugeri para minha mãe começar a fazer pijama.”

No início, os pedidos ainda eram modestos, mas a aceitação dos clientes cresceu gradualmente. Hoje, os pijamas respondem por uma parcela significativa do faturamento da empresa e são procurados para presentes, festas do pijama, despedidas de solteira e até ações corporativas.

Além dos pijamas, a empresa expandiu o portfólio com roupões personalizados, pantufas, nécessaires, faixas de cabelo, máscaras para dormir, scrunchies, mochilas saco e ecobags.

Essa diversificação permitiu que a Robes Cheiro do Campo atendesse diferentes perfis de clientes sem perder uma característica que acompanha a marca desde o início: a possibilidade de personalizar cada pedido de acordo com a ocasião e as preferências de quem compra.

Dos bordados aos monogramas: o cuidado por trás de cada pedido

A personalização sempre esteve no centro da proposta da Robes Cheiro do Campo. Mais do que escolher um produto pronto, os clientes participam da construção de peças pensadas para diferentes ocasiões e preferências.

Para Fabiana, o processo vai muito além da escolha de um nome para bordar. “A nossa produção é totalmente personalizada. O cliente não escolhe apenas um nome para bordar no robe. Escolhe a cor, a tonalidade da cor, frases, palavras, personagens, logotipo, a cor do bordado, a fonte do bordado”, explica.

Dependendo do projeto, também é possível incluir logotipos, brasões, monogramas, iniciais e datas especiais. Essa flexibilidade permite que um mesmo produto assuma significados diferentes para cada cliente. 

Enquanto algumas pessoas procuram peças para celebrar um casamento, outras buscam presentes, festas do pijama, ações corporativas ou lembranças para ocasiões específicas.

Além da personalização, a empresa mantém atenção especial aos materiais utilizados e ao acabamento de cada item.

“Nossos principais produtos são os robes de cetim, roupões e pijamas, mas também temos uma boa diversidade de acessórios”, conta.

Para garantir que o resultado final corresponda às expectativas, cada pedido passa por conferências antes do envio.

“Trabalhamos com tecidos de alta qualidade, costureiras caprichosas, expedição detalhista na conferência do pedido e controle de qualidade”, afirma.

O atendimento também faz parte desse processo. Antes da produção, a equipe conversa com cada cliente para alinhar detalhes, esclarecer dúvidas e entender exatamente o que será desenvolvido. “Conversamos por WhatsApp ou por telefone para alinhar cada detalhe.”

O que faz tantas clientes voltarem a comprar da Robes Cheiro do Campo?

Ao longo dos anos, a Robes Cheiro do Campo construiu uma relação próxima com muitos clientes. Em alguns casos, o contato iniciado durante uma compra acaba se transformando em uma conexão que permanece mesmo após a entrega do pedido.

De acordo com Fabiana, isso acontece principalmente porque muitas encomendas estão ligadas a momentos aguardados durante meses. “As noivas planejam o Dia da Noiva com detalhes”, explica.

Durante esse processo, as clientes participam ativamente das escolhas relacionadas ao produto. Decidem o que será bordado, escolhem cores, definem combinações e acompanham a criação de peças que irão aparecer em fotografias e registros importantes da celebração.

“Ela pensa nos detalhes do que vai bordar nas costas, peito, punho, bolso. Cada close vai ter um detalhe diferente.”

O mesmo acontece com mães que encomendam produtos para festas de debutante, festas do pijama ou comemorações infantis. Fabiana diz que essas clientes participam intensamente do processo criativo e ajudam a definir cada detalhe do produto: “Eles criam do zero”, afirma. 

Essa participação gera um vínculo que muitas vezes se estende para novas compras. “E acabam se tornando próximas, clientes fixas e fiéis, e nos indicam para as amigas.”

As avaliações recebidas pela empresa reforçam essa percepção. Entre os elogios mais frequentes estão a atenção durante o atendimento, a qualidade dos produtos e o cumprimento dos prazos acordados.

Uma cliente descreveu a experiência da seguinte forma: “Fui muitíssimo bem atendida, com explicações detalhadas e muita atenção a respeito das minhas dúvidas.”

Outra destacou a preocupação da equipe em entender cada necessidade antes da produção: “Me perguntou cada detalhe.”

Já entre os comentários recorrentes aparecem observações sobre os acabamentos, os bordados e a rapidez na entrega, características que ajudaram a consolidar a reputação construída pela marca ao longo dos anos.

O dia em que Fabiana descobriu o encerramento do Elo7

Depois de anos utilizando o Elo7 como principal canal de vendas e divulgação, Fabiana jamais imaginou que a plataforma encerraria suas atividades de forma tão repentina.

A notícia chegou de maneira inesperada. “Fiquei sabendo num grupo de vendedores da Shopee“, relembra.

Inicialmente, ela acreditou que pudesse se tratar de um boato ou até mesmo de uma tentativa de golpe. “Alguém disse que recebeu um e-mail e mandou print. Não acreditei.”

A confirmação veio poucos minutos depois. “Entrei na plataforma e já estava na primeira tela uma mensagem igual, confirmando o pesadelo.”

O impacto foi imediato. Além de representar uma importante fonte de vendas, o Elo7 também funcionava como vitrine para novos clientes.

A sócia da Robes Cheiro do Campo, que muitos consumidores também ficaram inseguros diante da notícia. “Todo mundo assustado: milhares de vendedores, milhares de consumidores.”

Diante do cenário, a reação foi rápida. “Imediatamente comecei a procurar plataformas semelhantes, aumentei os patrocínios de anúncios no Instagram e pesquisei hospedagem de site próprio.”

Apesar das incertezas, a empresa manteve o atendimento normalmente. “Clientes sendo atendidos, envios dentro do prazo, produtos impecáveis.”

Segundo Fabiana, as vendas realizadas pelo Instagram, WhatsApp e por clientes recorrentes ajudaram a manter o negócio funcionando durante o período de transição.

Artesanou, site próprio e os próximos passos da Robes Cheiro do Campo

A notícia da descontinuação do Elo7 obrigou milhares de vendedores a repensar seus canais de venda. Com a Robes Cheiro do Campo, não foi diferente.

Enquanto buscava alternativas para manter a visibilidade da marca, Fabiana conheceu o Artesanou.

“O Artesanou surgiu rápido. Estava vendo vídeos sobre o encerramento do Elo7 e pesquisando novos canais de vendas, como plataformas e site próprio, e logo chegou um excelente vídeo do Bruno, da Empreender“, conta.

Além de apresentar a proposta da plataforma, o conteúdo explicava os passos necessários para salvar produtos do Elo7 antes da plataforma sair do ar. “Explicou como fazer a migração e criou grupo de WhatsApp para dar suporte.”

Segundo a empreendedora, o acompanhamento da equipe também fez diferença durante a configuração da nova loja no Artesanou.

“Depois veio a segunda migração, mais completa. Editei os anúncios, configurei a loja, tudo com um suporte atencioso do Renato e equipe, sempre prontos a nos ajudar.”

Ao mesmo tempo, a empresa passou a investir em outros canais próprios para reduzir a dependência de marketplaces. Entre as iniciativas estão o fortalecimento das redes sociais e o lançamento de um site próprio, que já está em fase final de desenvolvimento.

“O nosso desafio agora é mostrar que somos uma marca já consolidada no mercado”, afirma. Para Fabiana, essa é uma oportunidade de apresentar ao público uma história construída ao longo de uma década de trabalho.

“Estamos no mercado de personalizados há 10 anos, com uma loja bem forte no Elo7, cheia de produtos, milhares de vendas e excelentes avaliações.”

O conselho de Fabiana para quem vende produtos personalizados

A experiência vivida nos últimos anos trouxe aprendizados que Fabiana pretende levar para o futuro da empresa. Entre eles, um dos mais importantes: “Não podemos depender de um único canal.”

Para ela, o fim do Elo7 deixou claro que marcas e empreendedores precisam construir uma presença própria capaz de resistir às mudanças do mercado.

Esse fortalecimento passa não apenas pelos produtos oferecidos, mas também pela forma como a empresa se comunica com os clientes: “Temos que nos modernizar.”

Conforme Fabiana: “O mundo muda muito rapidamente hoje em dia e, se a sua marca não estiver nas principais redes sociais, não vai aparecer.”

Ela também acredita que o trabalho artesanal exige cada vez mais conhecimentos que vão além da produção. “Não dá mais para ser só artesão, só costureira, só artista.”

Por isso, recomenda que outros empreendedores busquem aprendizado contínuo em áreas complementares ao seu negócio. “Tem que estudar SEO, IA…”

Para Fabiana, adaptar-se às mudanças não significa abandonar a essência da marca, mas encontrar novas formas de fazer com que ela continue relevante ao longo do tempo.

E conclui: “Todas as experiências na nossa vida trazem aprendizado, e essa não foi diferente.” Conheça a loja Robes Cheiro do Campo.